A Rússia encontra-se numa encruzilhada na sua abordagem aos ativos digitais. Funcionários do governo estão a sinalizar uma mudança significativa na forma como o país lida com criptomoedas, particularmente no comércio transfronteiriço, enquanto simultaneamente reforçam a supervisão interna. A medida reflete a crescente tensão entre a aceitação do papel económico do crypto e as preocupações com a estabilidade financeira.
A Pressão pela Legalização de Tokens Transfronteiriços
As autoridades russas concluíram que ignorar as criptomoedas já não é viável. Durante uma sessão de política estratégica liderada pelo Primeiro-Ministro Mikhail Mishustin, o Ministério das Finanças e o Banco Central da Rússia (CBR) chegaram a um consenso: as transações de crypto transfronteiriças devem ser formalizadas e reguladas, em vez de proibidas.
O Ministro das Finanças Anton Siluanov reconheceu a realidade: a criptomoeda já está profundamente enraizada na economia russa. “Reconhecemos que a escala de atividade neste espaço é demasiado significativa para ser ignorada”, afirmou em declarações recentes. O governo pretende estabelecer um quadro legal transparente que permita pagamentos internacionais em crypto, ao mesmo tempo que coloca estas transações sob controlo estatal.
Siluanov destacou a colaboração entre as autoridades financeiras e a Rosfinmonitoring para criar padrões exequíveis. O Ministério das Finanças posiciona-se como a força mais progressista, defendendo uma legalização moderada que permita o avanço tecnológico coexistir com a supervisão regulatória.
Fiscalização e Responsabilidade Legal
No que diz respeito à fiscalização, a Rússia está a preparar penalizações mais severas para atividades ilícitas com crypto. O Procurador-Geral Alexander Gutsan revelou que estão a ser elaboradas novas leis para criminalizar operações não autorizadas com moeda digital. Ele delineou três prioridades principais de fiscalização: estabelecer responsabilidade criminal pela gestão de circulação ilegal de crypto, definir procedimentos para a confiscação de ativos e criar protocolos para transferir fundos apreendidos para os cofres do Estado.
Estas medidas indicam que, embora as transações transfronteiriças possam ser legalizadas, as atividades domésticas de crypto que operem fora dos canais aprovados enfrentarão consequências sérias. O escritório do procurador já desenvolveu quadros para monitorizar operações de mineração, rastrear transações suspeitas com ligações criminais e combater a lavagem de dinheiro através de criptomoedas.
Dados Revelam os Ativos Ocultos de Crypto na Rússia
Descobertas recentes pintam um quadro de exposição substancial a crypto na Rússia. Em março de 2025, o CBR estimou que as carteiras de troca vinculadas à Rússia continham aproximadamente 827 mil milhões de rublos em ativos digitais. A distribuição revela onde o interesse interno está concentrado:
Bitcoin domina com 62,1% das holdings
Ethereum representa 22% do portefólio
Stablecoins (principalmente USDT e USDC) representam 15,9%
O CBR planeia aprofundar a compreensão deste mercado através de uma pesquisa abrangente agendada para início de 2026. A avaliação irá examinar os investimentos em criptomoedas detidos por instituições financeiras reguladas e o volume de empréstimos concedidos a empresas relacionadas com crypto, com a data de referência marcada para 1 de janeiro de 2026.
A Postura Cautelosa do Banco Central
Apesar da abertura do Ministério das Finanças para a legalização, o Banco Central mantém-se cético. A instituição recusa-se a reconhecer a criptomoeda como moeda legal dentro das fronteiras da Rússia. O CBR propôs restringir as transações domésticas de crypto ponto a ponto e exigiria que toda essa atividade passasse pelo quadro oficial do ELR.
A divisão regulatória é notável. Enquanto o Ministério das Finanças vê oportunidade na legalização controlada, o Banco Central prioriza a contenção de riscos. Estas filosofias concorrentes provavelmente moldarão o resultado regulatório final, criando um ambiente complexo onde o uso internacional de crypto é gradualmente permitido, enquanto a atividade doméstica permanece fortemente limitada.
O quadro emergente sugere que a Rússia desenvolverá uma política de crypto de duas camadas: abertura para liquidações de tokens transfronteiriços e inovação, mas limites rigorosos sobre como os russos podem transacionar entre si usando moedas digitais. Este equilíbrio reflete o desafio global mais amplo de integrar a criptomoeda nos sistemas financeiros nacionais sem sacrificar a autoridade regulatória.
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Será que a Rússia consegue equilibrar a inovação em criptomoedas com o controlo regulatório? Uma mudança de política está a acontecer
A Rússia encontra-se numa encruzilhada na sua abordagem aos ativos digitais. Funcionários do governo estão a sinalizar uma mudança significativa na forma como o país lida com criptomoedas, particularmente no comércio transfronteiriço, enquanto simultaneamente reforçam a supervisão interna. A medida reflete a crescente tensão entre a aceitação do papel económico do crypto e as preocupações com a estabilidade financeira.
A Pressão pela Legalização de Tokens Transfronteiriços
As autoridades russas concluíram que ignorar as criptomoedas já não é viável. Durante uma sessão de política estratégica liderada pelo Primeiro-Ministro Mikhail Mishustin, o Ministério das Finanças e o Banco Central da Rússia (CBR) chegaram a um consenso: as transações de crypto transfronteiriças devem ser formalizadas e reguladas, em vez de proibidas.
O Ministro das Finanças Anton Siluanov reconheceu a realidade: a criptomoeda já está profundamente enraizada na economia russa. “Reconhecemos que a escala de atividade neste espaço é demasiado significativa para ser ignorada”, afirmou em declarações recentes. O governo pretende estabelecer um quadro legal transparente que permita pagamentos internacionais em crypto, ao mesmo tempo que coloca estas transações sob controlo estatal.
Siluanov destacou a colaboração entre as autoridades financeiras e a Rosfinmonitoring para criar padrões exequíveis. O Ministério das Finanças posiciona-se como a força mais progressista, defendendo uma legalização moderada que permita o avanço tecnológico coexistir com a supervisão regulatória.
Fiscalização e Responsabilidade Legal
No que diz respeito à fiscalização, a Rússia está a preparar penalizações mais severas para atividades ilícitas com crypto. O Procurador-Geral Alexander Gutsan revelou que estão a ser elaboradas novas leis para criminalizar operações não autorizadas com moeda digital. Ele delineou três prioridades principais de fiscalização: estabelecer responsabilidade criminal pela gestão de circulação ilegal de crypto, definir procedimentos para a confiscação de ativos e criar protocolos para transferir fundos apreendidos para os cofres do Estado.
Estas medidas indicam que, embora as transações transfronteiriças possam ser legalizadas, as atividades domésticas de crypto que operem fora dos canais aprovados enfrentarão consequências sérias. O escritório do procurador já desenvolveu quadros para monitorizar operações de mineração, rastrear transações suspeitas com ligações criminais e combater a lavagem de dinheiro através de criptomoedas.
Dados Revelam os Ativos Ocultos de Crypto na Rússia
Descobertas recentes pintam um quadro de exposição substancial a crypto na Rússia. Em março de 2025, o CBR estimou que as carteiras de troca vinculadas à Rússia continham aproximadamente 827 mil milhões de rublos em ativos digitais. A distribuição revela onde o interesse interno está concentrado:
O CBR planeia aprofundar a compreensão deste mercado através de uma pesquisa abrangente agendada para início de 2026. A avaliação irá examinar os investimentos em criptomoedas detidos por instituições financeiras reguladas e o volume de empréstimos concedidos a empresas relacionadas com crypto, com a data de referência marcada para 1 de janeiro de 2026.
A Postura Cautelosa do Banco Central
Apesar da abertura do Ministério das Finanças para a legalização, o Banco Central mantém-se cético. A instituição recusa-se a reconhecer a criptomoeda como moeda legal dentro das fronteiras da Rússia. O CBR propôs restringir as transações domésticas de crypto ponto a ponto e exigiria que toda essa atividade passasse pelo quadro oficial do ELR.
A divisão regulatória é notável. Enquanto o Ministério das Finanças vê oportunidade na legalização controlada, o Banco Central prioriza a contenção de riscos. Estas filosofias concorrentes provavelmente moldarão o resultado regulatório final, criando um ambiente complexo onde o uso internacional de crypto é gradualmente permitido, enquanto a atividade doméstica permanece fortemente limitada.
O quadro emergente sugere que a Rússia desenvolverá uma política de crypto de duas camadas: abertura para liquidações de tokens transfronteiriços e inovação, mas limites rigorosos sobre como os russos podem transacionar entre si usando moedas digitais. Este equilíbrio reflete o desafio global mais amplo de integrar a criptomoeda nos sistemas financeiros nacionais sem sacrificar a autoridade regulatória.