[Editorial] 'União Bancária' de stablecoins em won... Será que parar o fluxo de água vai impedir a barragem?

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Fonte: TokenPost Título Original: [Editorial] ‘União Bancária’ de stablecoin em won… Será que a tentativa de conter o fluxo de água irá parar a represa? Link Original: https://www.tokenpost.kr/news/insights/323283 As autoridades políticas e financeiras estão a ponderar um modelo de ‘consórcio’ envolvendo bancos e empresas para a introdução de uma stablecoin baseada em won. A ideia é que bancos de alta confiança liderem a emissão, enquanto as empresas apoiam tecnicamente. À primeira vista, parece uma solução de compromisso que combina ‘estabilidade’ e ‘inovação’. No entanto, ao analisar a realidade, não há inovação alguma; trata-se apenas de uma medida paliativa, fruto da proteção de interesses tradicionais do setor financeiro e do pragmatismo administrativo.

Enquanto discutimos em mesas de escritório, o mercado já deu a sua resposta. Veja o caso recente de uma stablecoin baseada em won, ‘KRWQ’, liderada por empresas fintech estrangeiras, que atingiu um volume de negociação de 10 bilhões de won em pouco tempo. Sem necessidade de autorização governamental ou de um grandioso consórcio bancário, a demanda do mercado e a tecnologia permitiram que a ‘won digital’ começasse a circular além das fronteiras. Isso não é motivo de lamentação. A inovação, por sua natureza, é como a água que encontra brechas para fluir, e a prova de que não se pode bloqueá-la com uma represa de regulamentações é um sinal claro.

Atualmente, o mercado financeiro global está numa ‘guerra cambial sem tiros’. Olhe para os EUA. Empresas de tecnologia privada, como Circle ou Tether, estão expandindo o domínio do dólar para o mundo digital, enquanto plataformas de troca reguladas lutam ferozmente para oferecer juros aos seus usuários. Até mesmo o Japão, símbolo do setor financeiro conservador, adotou uma abordagem diferente. Com reformas legislativas audaciosas, abriu as portas não só aos bancos, mas também às empresas de remessas. Como resultado, stablecoins em iene, como ‘JPYC’, emitidas por startups, estão se consolidando no mercado e penetrando nas transações do dia a dia. Enquanto EUA e Japão concentram-se na ‘utilidade’ e na ‘inovação’ do setor privado, a Coreia permanece como um sapo dentro de uma panela de água que vai aquecendo lentamente.

Por outro lado, qual é o cenário na Coreia? Mesmo ao ver a velocidade de projetos privados como KRWQ, ainda estamos obcecados com a preocupação de ‘como evitar acidentes’, tentando restringir a inovação ao interior do setor bancário. Um consórcio no formato de união bancária é, por sua própria natureza, conservador. As decisões serão lentas e, para evitar riscos, o uso será limitado. Mais importante, stablecoins que bloqueiam totalmente os benefícios para o usuário não passam de ‘vouchers digitais’ com uma velocidade de remessa ligeiramente superior. Quem, na Coreia, com sua avançada infraestrutura de mobile banking, usaria uma moeda digital tão inconveniente?

O problema mais profundo é a ‘identidade’. Se bancos sob rígido controle governamental se reúnem para emitir uma moeda sem juros, válida apenas no país, em que difere isso de uma ‘CBDC’ (moeda digital do banco central) emitida pelo Banco da Coreia? Criar uma ‘moeda controlada’ que, apesar de parecer privada, é apenas uma fachada, é menos eficiente e segura do que uma CBDC garantida pelo Estado. O modelo de consórcio pode acabar matando a inovação privada e também prejudicando a eficiência pública, tornando-se um ‘ovo de Colombo’.

A verdadeira inovação surge da competição de mercado. Como demonstrado pelo KRWQ, a tecnologia já ultrapassou fronteiras. Devemos refletir sobre por que EUA e Japão abriram de forma ousada a emissão para o setor privado. Se apenas mantivermos regulações rígidas de reservas, empresas tecnológicas como Naver, Kakao ou Toss devem competir de igual para igual com os bancos, oferecendo serviços melhores.

Acordos superficiais só levarão à estagnação do mercado. O mundo está travando uma guerra de moedas digitais sem fronteiras, e não é hora de ficarmos presos numa ‘Galápagos’ chamada união bancária, vangloriando-se de uma solução que só protege interesses estabelecidos. O Congresso e as autoridades devem criar um ambiente que permita uma verdadeira ‘won digital’ com competitividade global, não uma solução de compromisso para interesses tradicionais. Se isso não for possível, é melhor abandonar as discussões e concentrar-se na CBDC.

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