Há 40 anos sob sanções, o Irão não colapsou, pelo contrário, contornou todo o sistema do dólar.
Recentemente, a situação no Irão, se tens acompanhado as notícias, provavelmente tens uma sensação de que algo não vai bem: Protestos internos incessantes, Rachaduras no governo de Khamenei, Trump voltou ao centro do palco, A janela para ataques militares de Israel ao Irão voltou a estar na agenda. Já não é uma questão de “se vão continuar as sanções”, Mas sim: se vão realmente destruir o Irão. Mas, enquanto todos focam em ataques aéreos, eliminações, mudanças de regime, eu tenho pensado numa questão mais fria: 👉 Se o Irão for realmente completamente paralisado pelo sistema financeiro tradicional, com que vai viver agora? A resposta pode deixar muita gente desconfortável. Não é o dólar. Não são bancos internacionais. Nem mesmo só petróleo. É — criptomoedas. Um, Irão, é “o veterano da era das sanções” Muita gente ainda entende as sanções com a lógica antiga: Congelar ativos → Cortar liquidação → Bloquear bancos → Colapso do país. Mas o Irão já não é a primeira vez que enfrenta esse tipo de ambiente. Nos últimos 40 anos, o Irão passou por um dos experimentos mais completos de bloqueio financeiro global: Expulso do sistema do dólar Cortado do SWIFT Bancos estrangeiros evitam tocar Quase todos os canais de liquidação formal falharam Nessas condições, o Irão não esperou por negociações, nem por compaixão, escolheu um caminho muito realista: 👉 Como não consegue entrar no sistema antigo, vai montar um próprio que funcione. Do cinza ao on-line O sistema começou como algo cinzento: Frotas de navios clandestinos, empresas de fachada, redes de remessas não oficiais, transporte de dinheiro em espécie… O objetivo era um só: Fazer o dinheiro circular, fazer as mercadorias entrarem. Mas esse caminho é ineficiente, arriscado e cada vez mais difícil de manter. O ponto de virada aconteceu em 2018: EUA saíram do acordo nuclear com o Irão Iniciaram “segunda rodada de sanções” No mesmo ano, plataformas de criptomoedas locais começaram a operar em escala Desde então, as criptomoedas deixaram de ser “ferramenta de especulação popular”, Para serem oficialmente integradas na caixa de ferramentas do Estado. Não é um experimento, Nem uma exploração, Mas sim: um sistema financeiro de reserva. Três, criptomoedas começam a se integrar na máquina estatal Muita gente ainda pensa que: “Irão usa criptomoedas porque os jovens buscam proteção, especulam.” Isso é só a superfície. O que realmente importa é — As criptomoedas foram incorporadas ao sistema de funcionamento do Irão. Elas são usadas para: Pagar importações que não podem ser liquidadas por bancos Contornar o dólar em transferências internacionais Compensar receitas fiscais cortadas pelas sanções Enviar fundos ao exterior Quando o sistema bancário te fecha, a blockchain se torna o único canal que ainda funciona. Quatro, Energia → Criptomoedas: o passo mais importante O que realmente sustenta esse sistema é a energia. O que o Irão não tem? Quase tudo. Mas não falta eletricidade, petróleo ou gás. E se não consegue vender? O Irão escolheu o caminho mais direto: 👉 Transformar energia, diretamente, em ativos de criptomoeda. Usar o excesso de eletricidade para mineração é, na essência: Transformar energia bloqueada em uma unidade de valor que circula globalmente Isso não é “especular com criptomoedas”, É uma redefinição de moeda e de direitos de liquidação sob sanções. Para onde vão esses fundos? Parte: manter as importações e exportações do Irão Parte: preencher o buraco fiscal deixado pelas sanções de longo prazo Outra parte: financiar redes de agentes no Oriente Médio Hezbollah, Hamas, Houthis, milícias iraquianas… Você vê esses nomes na mídia, mas as cadeias de financiamento por trás deles estão cada vez mais fora do sistema financeiro tradicional. Aqui, o papel das criptomoedas não é “fantasia anônima”, Mas parte da logística de guerra. Cinco, Este não é um caminho só do Irão Mais importante ainda é: Isso não é só uma escolha do Irão. Irão, Rússia, Venezuela, Coreia do Norte… Estes países, há muito sancionados, excluídos do sistema do dólar, Estão formando uma rede financeira alternativa, que se usa mutuamente, que se conecta. Não é teoria da conspiração, É uma consequência natural do uso excessivo das ferramentas de sanção. Conclusão Por isso, eu digo: 👉 O significado do Irão para o mundo das criptomoedas vai muito além de “cenários de aplicação”. Ele prova uma coisa: Quando um país é completamente expulso da ordem antiga, blockchain não é idealismo, é a última ferramenta prática que ainda funciona. Se o Irão realmente avançar para um confronto total, o primeiro impacto não será necessariamente no preço do petróleo, nem na bolsa de valores. Provavelmente, será na cadeia. Sanções não eliminaram conflitos, apenas forçaram o mundo a construir, fora do sistema antigo, novas rotas. E o Irão, já está na frente dessa estrada.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Há 40 anos sob sanções, o Irão não colapsou, pelo contrário, contornou todo o sistema do dólar.
Recentemente, a situação no Irão, se tens acompanhado as notícias, provavelmente tens uma sensação de que algo não vai bem:
Protestos internos incessantes,
Rachaduras no governo de Khamenei,
Trump voltou ao centro do palco,
A janela para ataques militares de Israel ao Irão voltou a estar na agenda.
Já não é uma questão de “se vão continuar as sanções”,
Mas sim: se vão realmente destruir o Irão.
Mas, enquanto todos focam em ataques aéreos, eliminações, mudanças de regime, eu tenho pensado numa questão mais fria:
👉 Se o Irão for realmente completamente paralisado pelo sistema financeiro tradicional, com que vai viver agora?
A resposta pode deixar muita gente desconfortável.
Não é o dólar.
Não são bancos internacionais.
Nem mesmo só petróleo.
É — criptomoedas.
Um, Irão, é “o veterano da era das sanções”
Muita gente ainda entende as sanções com a lógica antiga:
Congelar ativos → Cortar liquidação → Bloquear bancos → Colapso do país.
Mas o Irão já não é a primeira vez que enfrenta esse tipo de ambiente.
Nos últimos 40 anos, o Irão passou por um dos experimentos mais completos de bloqueio financeiro global:
Expulso do sistema do dólar
Cortado do SWIFT
Bancos estrangeiros evitam tocar
Quase todos os canais de liquidação formal falharam
Nessas condições, o Irão não esperou por negociações, nem por compaixão, escolheu um caminho muito realista:
👉 Como não consegue entrar no sistema antigo, vai montar um próprio que funcione.
Do cinza ao on-line
O sistema começou como algo cinzento:
Frotas de navios clandestinos, empresas de fachada, redes de remessas não oficiais, transporte de dinheiro em espécie…
O objetivo era um só:
Fazer o dinheiro circular, fazer as mercadorias entrarem.
Mas esse caminho é ineficiente, arriscado e cada vez mais difícil de manter.
O ponto de virada aconteceu em 2018:
EUA saíram do acordo nuclear com o Irão
Iniciaram “segunda rodada de sanções”
No mesmo ano, plataformas de criptomoedas locais começaram a operar em escala
Desde então, as criptomoedas deixaram de ser “ferramenta de especulação popular”,
Para serem oficialmente integradas na caixa de ferramentas do Estado.
Não é um experimento,
Nem uma exploração,
Mas sim: um sistema financeiro de reserva.
Três, criptomoedas começam a se integrar na máquina estatal
Muita gente ainda pensa que:
“Irão usa criptomoedas porque os jovens buscam proteção, especulam.”
Isso é só a superfície.
O que realmente importa é —
As criptomoedas foram incorporadas ao sistema de funcionamento do Irão.
Elas são usadas para:
Pagar importações que não podem ser liquidadas por bancos
Contornar o dólar em transferências internacionais
Compensar receitas fiscais cortadas pelas sanções
Enviar fundos ao exterior
Quando o sistema bancário te fecha,
a blockchain se torna o único canal que ainda funciona.
Quatro, Energia → Criptomoedas: o passo mais importante
O que realmente sustenta esse sistema é a energia.
O que o Irão não tem?
Quase tudo.
Mas não falta eletricidade, petróleo ou gás.
E se não consegue vender?
O Irão escolheu o caminho mais direto:
👉 Transformar energia, diretamente, em ativos de criptomoeda.
Usar o excesso de eletricidade para mineração é, na essência:
Transformar energia bloqueada
em uma unidade de valor que circula globalmente
Isso não é “especular com criptomoedas”,
É uma redefinição de moeda e de direitos de liquidação sob sanções.
Para onde vão esses fundos?
Parte: manter as importações e exportações do Irão
Parte: preencher o buraco fiscal deixado pelas sanções de longo prazo
Outra parte: financiar redes de agentes no Oriente Médio
Hezbollah, Hamas, Houthis, milícias iraquianas…
Você vê esses nomes na mídia,
mas as cadeias de financiamento por trás deles estão cada vez mais fora do sistema financeiro tradicional.
Aqui, o papel das criptomoedas não é “fantasia anônima”,
Mas parte da logística de guerra.
Cinco, Este não é um caminho só do Irão
Mais importante ainda é:
Isso não é só uma escolha do Irão.
Irão, Rússia, Venezuela, Coreia do Norte…
Estes países, há muito sancionados, excluídos do sistema do dólar,
Estão formando uma rede financeira alternativa, que se usa mutuamente, que se conecta.
Não é teoria da conspiração,
É uma consequência natural do uso excessivo das ferramentas de sanção.
Conclusão
Por isso, eu digo:
👉 O significado do Irão para o mundo das criptomoedas vai muito além de “cenários de aplicação”.
Ele prova uma coisa:
Quando um país é completamente expulso da ordem antiga,
blockchain não é idealismo,
é a última ferramenta prática que ainda funciona.
Se o Irão realmente avançar para um confronto total,
o primeiro impacto não será necessariamente no preço do petróleo,
nem na bolsa de valores.
Provavelmente, será na cadeia.
Sanções não eliminaram conflitos,
apenas forçaram o mundo a construir, fora do sistema antigo, novas rotas.
E o Irão,
já está na frente dessa estrada.