12 de janeiro de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), liderada por Paul Atkins, deu uma resposta ambígua mas crucial sobre como lidar com os rumores de que a Venezuela possui uma enorme quantidade de ativos em Bitcoin. Quando questionado se os EUA irão “tomar esses Bitcoins”, Atkins afirmou que “ainda é uma questão em aberto” e esclareceu que a SEC não participa dessas decisões.
Foco do Evento
Uma entrevista televisiva com o presidente da SEC, Paul Atkins, conecta estreitamente a geopolítica ao mercado de criptomoedas. Diante da pergunta direta do apresentador Stuart Varney sobre a possibilidade de os EUA confiscar os Bitcoins detidos pela Venezuela, Atkins respondeu de forma cautelosa e oficial. Ele afirmou que qualquer ação relacionada será decidida por outros órgãos do governo, e a SEC não está envolvida.
Analistas de blockchain ainda não podem verificar se a Venezuela realmente possui Bitcoins no valor de até 60 bilhões de dólares. Essa notícia surgiu inicialmente no início de janeiro de 2026, após os EUA, sob instruções do presidente Trump, detiverem o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O Mistério das Reservas
De acordo com relatórios de várias instituições de análise de mercado e do The Wall Street Journal, o governo Maduro construiu ao longo dos anos um grande portfólio de ativos digitais por meio de mecanismos complexos. Essa carteira, conhecida como “reserva sombra”, foi acumulada principalmente por três vias:
Entre 2018 e 2020, a Venezuela, por meio de operações de “swap de ouro”, converteu parte da receita obtida com a venda de ouro em Bitcoin. Segundo o analista Serenity, esses Bitcoins adquiridos a uma média de aproximadamente 5.000 dólares cada atualmente valem cerca de 45 a 50 bilhões de dólares.
De 2023 a 2025, para evitar sanções, a estatal venezuelana de petróleo exigiu que parte das exportações de petróleo fossem liquidadas em USDT, e depois trocou esses stablecoins por Bitcoin, formando uma posição de aproximadamente 10 a 15 bilhões de dólares em Bitcoin.
De 2023 a 2024, o governo venezuelano confiscou fazendas de mineração de Bitcoin ilegais no país, adquirindo adicionalmente Bitcoins no valor de cerca de 500 milhões de dólares.
Somando tudo, estima-se que a Venezuela possa ter acumulado entre 600 mil e 660 mil Bitcoins entre 2018 e 2026, representando cerca de 3% da oferta global de Bitcoin, com valor entre 56 e 67 bilhões de dólares.
Opções dos EUA
Com a intervenção efetiva dos EUA na situação da Venezuela, a forma de lidar com esse enorme estoque de Bitcoins se tornou uma variável de maior preocupação no mercado. Especialistas geralmente consideram três possibilidades.
A primeira é o congelamento e armazenamento dos ativos, sob controle temporário do Departamento do Tesouro ou de outras agências, sem entrada imediata no mercado. Essa abordagem bloquearia uma grande quantidade de oferta de Bitcoin.
A segunda é a incorporação na reserva estratégica dos EUA. Há sinais de que a política de confisco de Bitcoins está mudando. Em 8 de janeiro de 2026, Scott Bessent, do Fox Business, revelou que os EUA começaram a manter os Bitcoins confiscados como reserva estratégica, ao invés de vendê-los imediatamente.
A terceira, e mais preocupante, é a rápida liquidação por meio de leilões ou plataformas de negociação. No entanto, a probabilidade de uma venda tão grande causar uma forte volatilidade no mercado é considerada baixa.
Impacto no Mercado
Independentemente da estratégia adotada, o destino dessa reserva de Bitcoins da Venezuela terá um impacto profundo no mercado de Bitcoin.
De acordo com dados do Gate, em 13 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin (BTC) está em 91.263,4 dólares, com um volume de negociação de aproximadamente 989 milhões de dólares nas últimas 24 horas, valor de mercado de 1,82 trilhão de dólares, e participação de mercado de 56,04%. Nos últimos 24 horas, o preço caiu levemente 0,05%, permanecendo próximo do nível de 91 mil dólares, em uma oscilação estreita.
A opinião do mercado é que, se cerca de 3% da circulação global de Bitcoin for “trancada” por um longo período, isso reforçará a narrativa de escassez do Bitcoin, criando suporte estrutural para preços de médio a longo prazo.
Casos históricos têm algum valor de referência. Em 2024, o governo alemão vendeu cerca de 50 mil Bitcoins, causando uma correção de 15% a 20% no mercado. Em comparação, a potencial quantidade de Bitcoins detida pela Venezuela é mais de 12 vezes maior, o que sugere um impacto potencialmente mais profundo.
Tendências Regulamentares
Este evento geopolítico ocorre em um momento crítico para a regulamentação de ativos digitais nos EUA. O Senado anunciou que, em 15 de janeiro de 2026, irá revisar a “Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais”. Essa legislação visa definir critérios de classificação de ativos digitais e responsabilidades regulatórias, oferecendo uma estrutura legal clara para o setor. O presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, afirmou: “Esta legislação é para fazer dos EUA o centro global de criptografia — criando empregos e inovação aqui, e não no exterior.”
A legislação de estrutura de mercado é vista como um ponto de inflexão para o desenvolvimento do setor de criptomoedas nos EUA. Regras claras podem desbloquear maior participação de instituições, reduzir riscos operacionais e oferecer um ambiente regulatório mais previsível para investimentos de longo prazo.
Análise de Preços
Observando a tendência de preços, o Bitcoin tem se mantido acima de 90 mil dólares recentemente, após atingir um pico histórico de 126 mil dólares em outubro de 2025. A retração acumulada é de cerca de 30%, indicando um período de alta com ajustes de preço.
Dados da plataforma Gate mostram que o sentimento dos investidores está relativamente cauteloso, aguardando sinais de políticas de Washington. Por um lado, a trajetória futura das taxas de juros do Federal Reserve ainda é incerta; por outro, variáveis geopolíticas (como a questão das reservas de Bitcoin da Venezuela) e o progresso na legislação de ativos digitais nos EUA podem influenciar o mercado.
Gabriel Serbi, chefe de pesquisa da CF Benchmarks, afirma que, com fluxo contínuo de capital institucional e melhora no cenário macroeconômico em 2026, o preço do Bitcoin pode subir cerca de 15% em relação ao nível atual, atingindo uma faixa de 102 mil dólares.
Ao mesmo tempo, 14 ETFs de Bitcoin à vista nos EUA gerenciam mais de 100 bilhões de dólares em ativos, com o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock liderando com aproximadamente 67 bilhões de dólares sob gestão. A tendência de maior institucionalização continua forte.
Quando questionado sobre o destino dos Bitcoins no valor de 60 bilhões de dólares, a resposta do presidente da SEC é tão incerta quanto o mercado de criptomoedas. Mas uma coisa é certa: seja qual for o desfecho — congelamento, absorção ou leilão —, isso poderá ser um alavancador de mercado. Um analista de Wall Street escreveu em um relatório: “A Venezuela inadvertidamente criou a maior carteira fria de Bitcoin de um país, e a chave agora pode estar nas mãos dos EUA.”
Há poucas semanas, os EUA mudaram sua política de confisco de Bitcoins, passando a considerá-los como reserva estratégica, e não para venda imediata. Agora, com até 660 mil Bitcoins potencialmente sob controle, qual será a inclinação da balança de Washington? O mercado global de criptomoedas aguarda ansiosamente, não apenas pelo destino de um ativo soberano, mas por um roteiro real sobre o novo papel do Bitcoin no sistema financeiro global.
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A presidente da SEC declarações que agitam o mercado: Os EUA irão confiscar as "reservas estratégicas de Bitcoin" da Venezuela?
12 de janeiro de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), liderada por Paul Atkins, deu uma resposta ambígua mas crucial sobre como lidar com os rumores de que a Venezuela possui uma enorme quantidade de ativos em Bitcoin. Quando questionado se os EUA irão “tomar esses Bitcoins”, Atkins afirmou que “ainda é uma questão em aberto” e esclareceu que a SEC não participa dessas decisões.
Foco do Evento
Uma entrevista televisiva com o presidente da SEC, Paul Atkins, conecta estreitamente a geopolítica ao mercado de criptomoedas. Diante da pergunta direta do apresentador Stuart Varney sobre a possibilidade de os EUA confiscar os Bitcoins detidos pela Venezuela, Atkins respondeu de forma cautelosa e oficial. Ele afirmou que qualquer ação relacionada será decidida por outros órgãos do governo, e a SEC não está envolvida.
Analistas de blockchain ainda não podem verificar se a Venezuela realmente possui Bitcoins no valor de até 60 bilhões de dólares. Essa notícia surgiu inicialmente no início de janeiro de 2026, após os EUA, sob instruções do presidente Trump, detiverem o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O Mistério das Reservas
De acordo com relatórios de várias instituições de análise de mercado e do The Wall Street Journal, o governo Maduro construiu ao longo dos anos um grande portfólio de ativos digitais por meio de mecanismos complexos. Essa carteira, conhecida como “reserva sombra”, foi acumulada principalmente por três vias:
Entre 2018 e 2020, a Venezuela, por meio de operações de “swap de ouro”, converteu parte da receita obtida com a venda de ouro em Bitcoin. Segundo o analista Serenity, esses Bitcoins adquiridos a uma média de aproximadamente 5.000 dólares cada atualmente valem cerca de 45 a 50 bilhões de dólares.
De 2023 a 2025, para evitar sanções, a estatal venezuelana de petróleo exigiu que parte das exportações de petróleo fossem liquidadas em USDT, e depois trocou esses stablecoins por Bitcoin, formando uma posição de aproximadamente 10 a 15 bilhões de dólares em Bitcoin.
De 2023 a 2024, o governo venezuelano confiscou fazendas de mineração de Bitcoin ilegais no país, adquirindo adicionalmente Bitcoins no valor de cerca de 500 milhões de dólares.
Somando tudo, estima-se que a Venezuela possa ter acumulado entre 600 mil e 660 mil Bitcoins entre 2018 e 2026, representando cerca de 3% da oferta global de Bitcoin, com valor entre 56 e 67 bilhões de dólares.
Opções dos EUA
Com a intervenção efetiva dos EUA na situação da Venezuela, a forma de lidar com esse enorme estoque de Bitcoins se tornou uma variável de maior preocupação no mercado. Especialistas geralmente consideram três possibilidades.
A primeira é o congelamento e armazenamento dos ativos, sob controle temporário do Departamento do Tesouro ou de outras agências, sem entrada imediata no mercado. Essa abordagem bloquearia uma grande quantidade de oferta de Bitcoin.
A segunda é a incorporação na reserva estratégica dos EUA. Há sinais de que a política de confisco de Bitcoins está mudando. Em 8 de janeiro de 2026, Scott Bessent, do Fox Business, revelou que os EUA começaram a manter os Bitcoins confiscados como reserva estratégica, ao invés de vendê-los imediatamente.
A terceira, e mais preocupante, é a rápida liquidação por meio de leilões ou plataformas de negociação. No entanto, a probabilidade de uma venda tão grande causar uma forte volatilidade no mercado é considerada baixa.
Impacto no Mercado
Independentemente da estratégia adotada, o destino dessa reserva de Bitcoins da Venezuela terá um impacto profundo no mercado de Bitcoin.
De acordo com dados do Gate, em 13 de janeiro de 2026, o preço do Bitcoin (BTC) está em 91.263,4 dólares, com um volume de negociação de aproximadamente 989 milhões de dólares nas últimas 24 horas, valor de mercado de 1,82 trilhão de dólares, e participação de mercado de 56,04%. Nos últimos 24 horas, o preço caiu levemente 0,05%, permanecendo próximo do nível de 91 mil dólares, em uma oscilação estreita.
A opinião do mercado é que, se cerca de 3% da circulação global de Bitcoin for “trancada” por um longo período, isso reforçará a narrativa de escassez do Bitcoin, criando suporte estrutural para preços de médio a longo prazo.
Casos históricos têm algum valor de referência. Em 2024, o governo alemão vendeu cerca de 50 mil Bitcoins, causando uma correção de 15% a 20% no mercado. Em comparação, a potencial quantidade de Bitcoins detida pela Venezuela é mais de 12 vezes maior, o que sugere um impacto potencialmente mais profundo.
Tendências Regulamentares
Este evento geopolítico ocorre em um momento crítico para a regulamentação de ativos digitais nos EUA. O Senado anunciou que, em 15 de janeiro de 2026, irá revisar a “Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais”. Essa legislação visa definir critérios de classificação de ativos digitais e responsabilidades regulatórias, oferecendo uma estrutura legal clara para o setor. O presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, afirmou: “Esta legislação é para fazer dos EUA o centro global de criptografia — criando empregos e inovação aqui, e não no exterior.”
A legislação de estrutura de mercado é vista como um ponto de inflexão para o desenvolvimento do setor de criptomoedas nos EUA. Regras claras podem desbloquear maior participação de instituições, reduzir riscos operacionais e oferecer um ambiente regulatório mais previsível para investimentos de longo prazo.
Análise de Preços
Observando a tendência de preços, o Bitcoin tem se mantido acima de 90 mil dólares recentemente, após atingir um pico histórico de 126 mil dólares em outubro de 2025. A retração acumulada é de cerca de 30%, indicando um período de alta com ajustes de preço.
Dados da plataforma Gate mostram que o sentimento dos investidores está relativamente cauteloso, aguardando sinais de políticas de Washington. Por um lado, a trajetória futura das taxas de juros do Federal Reserve ainda é incerta; por outro, variáveis geopolíticas (como a questão das reservas de Bitcoin da Venezuela) e o progresso na legislação de ativos digitais nos EUA podem influenciar o mercado.
Gabriel Serbi, chefe de pesquisa da CF Benchmarks, afirma que, com fluxo contínuo de capital institucional e melhora no cenário macroeconômico em 2026, o preço do Bitcoin pode subir cerca de 15% em relação ao nível atual, atingindo uma faixa de 102 mil dólares.
Ao mesmo tempo, 14 ETFs de Bitcoin à vista nos EUA gerenciam mais de 100 bilhões de dólares em ativos, com o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock liderando com aproximadamente 67 bilhões de dólares sob gestão. A tendência de maior institucionalização continua forte.
Quando questionado sobre o destino dos Bitcoins no valor de 60 bilhões de dólares, a resposta do presidente da SEC é tão incerta quanto o mercado de criptomoedas. Mas uma coisa é certa: seja qual for o desfecho — congelamento, absorção ou leilão —, isso poderá ser um alavancador de mercado. Um analista de Wall Street escreveu em um relatório: “A Venezuela inadvertidamente criou a maior carteira fria de Bitcoin de um país, e a chave agora pode estar nas mãos dos EUA.”
Há poucas semanas, os EUA mudaram sua política de confisco de Bitcoins, passando a considerá-los como reserva estratégica, e não para venda imediata. Agora, com até 660 mil Bitcoins potencialmente sob controle, qual será a inclinação da balança de Washington? O mercado global de criptomoedas aguarda ansiosamente, não apenas pelo destino de um ativo soberano, mas por um roteiro real sobre o novo papel do Bitcoin no sistema financeiro global.