O aumento de incidentes de segurança nas principais exchanges de criptomoedas na Coreia do Sul levou os reguladores financeiros a reconsiderar a abordagem às penalizações por comprometimento de plataformas. Nos últimos dois anos e meio, de janeiro de 2023 a setembro de 2025, ocorreram 20 incidentes significativos que afetaram os principais players do setor, incluindo Upbit e Bithumb.
Novas propostas de multas: de 10% dos prejuízos a 3% da receita
A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul (FSC) está a preparar uma legislação mais rigorosa com o objetivo de reforçar os requisitos de cibersegurança para plataformas de negociação criptográfica. A proposta principal prevê a introdução de multas de até 10% dos valores perdidos devido a um hacking. Paralelamente, está a ser considerada uma alternativa, segundo a qual a multa pode chegar a até 3% da receita anual da exchange hackeada.
Para o líder de mercado Upbit, que perdeu 36 milhões de dólares num hacking em novembro do ano anterior, a primeira opção significaria uma multa de 3,6 milhões de dólares — muito acima do limite atual de 456 000 dólares. O segundo cenário parece ainda mais severo: com uma receita anual de 1,2 mil milhões de dólares, a multa poderia atingir os 36 milhões de dólares.
A disparidade entre as duas abordagens: qual caminho escolher?
Estas duas propostas representam abordagens completamente diferentes para a regulamentação. A primeira concentra-se no valor de prejuízo específico, enquanto a segunda foca na escala das operações da exchange. Essa discrepância cria incerteza no setor e pode levar a conflitos na decisão final.
Os reguladores procuram alinhar os padrões de cibersegurança das exchanges de criptomoedas com os requisitos aplicados às instituições financeiras tradicionais. Isso implica um aumento na responsabilidade pela proteção dos ativos dos clientes e uma política mais rígida de prevenção de incidentes de segurança.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
A Coreia do Sul reforça as sanções por ataques a plataformas de criptomoedas: multas de até 10% dos prejuízos
O aumento de incidentes de segurança nas principais exchanges de criptomoedas na Coreia do Sul levou os reguladores financeiros a reconsiderar a abordagem às penalizações por comprometimento de plataformas. Nos últimos dois anos e meio, de janeiro de 2023 a setembro de 2025, ocorreram 20 incidentes significativos que afetaram os principais players do setor, incluindo Upbit e Bithumb.
Novas propostas de multas: de 10% dos prejuízos a 3% da receita
A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul (FSC) está a preparar uma legislação mais rigorosa com o objetivo de reforçar os requisitos de cibersegurança para plataformas de negociação criptográfica. A proposta principal prevê a introdução de multas de até 10% dos valores perdidos devido a um hacking. Paralelamente, está a ser considerada uma alternativa, segundo a qual a multa pode chegar a até 3% da receita anual da exchange hackeada.
Para o líder de mercado Upbit, que perdeu 36 milhões de dólares num hacking em novembro do ano anterior, a primeira opção significaria uma multa de 3,6 milhões de dólares — muito acima do limite atual de 456 000 dólares. O segundo cenário parece ainda mais severo: com uma receita anual de 1,2 mil milhões de dólares, a multa poderia atingir os 36 milhões de dólares.
A disparidade entre as duas abordagens: qual caminho escolher?
Estas duas propostas representam abordagens completamente diferentes para a regulamentação. A primeira concentra-se no valor de prejuízo específico, enquanto a segunda foca na escala das operações da exchange. Essa discrepância cria incerteza no setor e pode levar a conflitos na decisão final.
Os reguladores procuram alinhar os padrões de cibersegurança das exchanges de criptomoedas com os requisitos aplicados às instituições financeiras tradicionais. Isso implica um aumento na responsabilidade pela proteção dos ativos dos clientes e uma política mais rígida de prevenção de incidentes de segurança.