A curiosidade impulsiona-nos a explorar o desconhecido, a sede de conhecimento impulsiona-nos a avançar continuamente.
O grande ponto de viragem na economia moderna ocorreu em 2008. Antes disso, os economistas, tal como os físicos no início do século XX, acreditavam que já tinham descoberto a verdade — com alguns fórmulas, podiam prever com precisão as oscilações do mercado. E o que aconteceu? Shadow banking, riscos de cauda, recessões de balanço de ativos — esses " cisnes negros" surgiram de repente. A lógica de funcionamento do mercado tornou-se imprevisível, como um sistema caótico, e as crises tornaram-se também imprevisíveis.
Isto lembra a evolução da física. O nascimento da mecânica quântica foi grandioso, Planck estabeleceu a base. Mas mesmo o próprio Planck, mais tarde, começou a resistir à interpretação de Copenhaga — ele não conseguiu aceitar a incerteza fundamental na mecânica quântica. Afinal, no seu mundo de conhecimento, a mecânica de Newton, o eletromagnetismo de Maxwell, a termodinâmica... tudo era tão certo, tão perfeito. Mas a realidade mostrou-nos que, às vezes, só podemos conhecer a probabilidade de um fenómeno ocorrer, não o próprio fenómeno em si. O que podemos saber é a probabilidade de uma determinada ocorrência, derivada de fórmulas, não que ela vá certamente acontecer.
A economia enfrenta o mesmo dilema. Imagine que as criptomoedas ou moedas digitais se tornem a principal forma de funcionamento da economia futura — eficiência a subir, liquidez a transformar-se. As hipóteses tradicionais da economia ainda se sustentam? A hipótese de arbitragem, a eficiência do mercado, a teoria do mercado livre... essas teorias ainda conseguem prever o mercado de forma confiável?
Se a base fundamental for abalada, todo o sistema teórico que dela depende também terá que ser ajustado. Isto não é apenas uma questão académica, mas uma questão que afeta a sociedade e a vida das pessoas. Estamos a refletir sobre estas questões, e não podemos deixar de pensar nelas. Porque, tal como na economia do custo de oportunidade, — não se pode ter tudo, há coisas que temos de aceitar.
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A curiosidade impulsiona-nos a explorar o desconhecido, a sede de conhecimento impulsiona-nos a avançar continuamente.
O grande ponto de viragem na economia moderna ocorreu em 2008. Antes disso, os economistas, tal como os físicos no início do século XX, acreditavam que já tinham descoberto a verdade — com alguns fórmulas, podiam prever com precisão as oscilações do mercado. E o que aconteceu? Shadow banking, riscos de cauda, recessões de balanço de ativos — esses " cisnes negros" surgiram de repente. A lógica de funcionamento do mercado tornou-se imprevisível, como um sistema caótico, e as crises tornaram-se também imprevisíveis.
Isto lembra a evolução da física. O nascimento da mecânica quântica foi grandioso, Planck estabeleceu a base. Mas mesmo o próprio Planck, mais tarde, começou a resistir à interpretação de Copenhaga — ele não conseguiu aceitar a incerteza fundamental na mecânica quântica. Afinal, no seu mundo de conhecimento, a mecânica de Newton, o eletromagnetismo de Maxwell, a termodinâmica... tudo era tão certo, tão perfeito. Mas a realidade mostrou-nos que, às vezes, só podemos conhecer a probabilidade de um fenómeno ocorrer, não o próprio fenómeno em si. O que podemos saber é a probabilidade de uma determinada ocorrência, derivada de fórmulas, não que ela vá certamente acontecer.
A economia enfrenta o mesmo dilema. Imagine que as criptomoedas ou moedas digitais se tornem a principal forma de funcionamento da economia futura — eficiência a subir, liquidez a transformar-se. As hipóteses tradicionais da economia ainda se sustentam? A hipótese de arbitragem, a eficiência do mercado, a teoria do mercado livre... essas teorias ainda conseguem prever o mercado de forma confiável?
Se a base fundamental for abalada, todo o sistema teórico que dela depende também terá que ser ajustado. Isto não é apenas uma questão académica, mas uma questão que afeta a sociedade e a vida das pessoas. Estamos a refletir sobre estas questões, e não podemos deixar de pensar nelas. Porque, tal como na economia do custo de oportunidade, — não se pode ter tudo, há coisas que temos de aceitar.