Existe uma categoria de problemas na adolescência que quase não provoca conflitos, mas é uma das mais perigosas: a criança parece estar bem. Essa situação é chamada de colapso de retraimento. A criança é quieta, cooperativa, não faz bagunça; a motivação diminui, mas ela consegue cumprir tarefas; reage de forma indiferente ao futuro. Os pais frequentemente dizem: não há problema, só um pouco preguiçosa. Mas um julgamento importante é: se nada acontecer na adolescência, muitas vezes não é estabilidade, mas sim um crescimento reprimido. A adolescência deveria apresentar conflitos, diferenciação de si mesmo e reconstrução de significado; um período excessivamente “estável” é, na verdade, anormal. O colapso de retraimento geralmente resulta da combinação de várias mecanismos:
Primeiro, as emoções são reprimidas, e não compreendidas. A criança aprende cedo que expressar emoções é inútil, ou até arriscado, e por isso opta por não falar. Quietude não significa ausência de emoções, mas desistência de expressá-las. Segundo, o sistema de self entra em pausa. Para manter a segurança nas relações, a criança não discute nem expressa sua posição; parece madura, mas na verdade é uma ativação retardada do self. Terceiro, a sensação de significado é interrompida. Quando o impulso externo falha na adolescência, se não houver motivação interna, a criança não se rebela, mas fica vazia — “tanto faz”. Quarto, a energia é consumida internamente por um longo período. Cansaço, diminuição da atenção, perda de interesse parecem normais, mas podem ser sinais de depressão e colapso de valores.
A explosão outward é um problema voltado para o exterior, o colapso de retraimento é voltado para o interior. O primeiro é barulhento, o segundo silencioso, mas o segundo é mais fácil de ser ignorado e mais perigoso. O que realmente deve ser alertado não é a criança estar quieta, mas se ela perdeu o desejo de expressar, julgar e participar. Resumindo em uma frase: uma das condições mais perigosas na adolescência não é a explosão, mas a ausência de reação. A criança não precisa de cobrança ou avaliação, mas de um espaço para ser levada a sério, para expressar e refletir livremente.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Existe uma categoria de problemas na adolescência que quase não provoca conflitos, mas é uma das mais perigosas: a criança parece estar bem. Essa situação é chamada de colapso de retraimento. A criança é quieta, cooperativa, não faz bagunça; a motivação diminui, mas ela consegue cumprir tarefas; reage de forma indiferente ao futuro. Os pais frequentemente dizem: não há problema, só um pouco preguiçosa. Mas um julgamento importante é: se nada acontecer na adolescência, muitas vezes não é estabilidade, mas sim um crescimento reprimido. A adolescência deveria apresentar conflitos, diferenciação de si mesmo e reconstrução de significado; um período excessivamente “estável” é, na verdade, anormal. O colapso de retraimento geralmente resulta da combinação de várias mecanismos:
Primeiro, as emoções são reprimidas, e não compreendidas. A criança aprende cedo que expressar emoções é inútil, ou até arriscado, e por isso opta por não falar. Quietude não significa ausência de emoções, mas desistência de expressá-las. Segundo, o sistema de self entra em pausa. Para manter a segurança nas relações, a criança não discute nem expressa sua posição; parece madura, mas na verdade é uma ativação retardada do self. Terceiro, a sensação de significado é interrompida. Quando o impulso externo falha na adolescência, se não houver motivação interna, a criança não se rebela, mas fica vazia — “tanto faz”. Quarto, a energia é consumida internamente por um longo período. Cansaço, diminuição da atenção, perda de interesse parecem normais, mas podem ser sinais de depressão e colapso de valores.
A explosão outward é um problema voltado para o exterior, o colapso de retraimento é voltado para o interior. O primeiro é barulhento, o segundo silencioso, mas o segundo é mais fácil de ser ignorado e mais perigoso. O que realmente deve ser alertado não é a criança estar quieta, mas se ela perdeu o desejo de expressar, julgar e participar. Resumindo em uma frase: uma das condições mais perigosas na adolescência não é a explosão, mas a ausência de reação. A criança não precisa de cobrança ou avaliação, mas de um espaço para ser levada a sério, para expressar e refletir livremente.