Powell sob investigação, a presidência do Federal Reserve em risco, uma tempestade no mercado está a chegar?

A tempestade política em Washington está a impactar de forma inesperada o núcleo dos mercados financeiros globais. Uma investigação criminal contra o atual presidente do Federal Reserve, Powell, tornou a disputa pela sua sucessão, que já se encontrava próxima do fim, completamente caótica.

Alguns analistas de mercado apontam que esta investigação criou novos obstáculos no Congresso e levantaram uma questão aguda: os futuros nomeados conseguirão manter a independência do banco central? Esta tensão sempre existiu, mas agora tornou-se impossível de ignorar.

O ex-presidente Trump afirmou claramente que valoriza a lealdade na escolha. No entanto, como Powell mencionou, esta investigação do Departamento de Justiça é, na essência, uma pressão para forçar o Federal Reserve a cortar taxas de juro. Isso faz com que a lealdade, nesta atmosfera, possa tornar-se uma desvantagem para os candidatos.

A forte reação do Congresso pode forçar o nomeado final a atuar com cautela na audiência de confirmação. Ele não pode desafiar o esforço do presidente para contestar o Fed, nem parecer demasiado próximo do presidente, para evitar preocupações de legisladores ou do mercado quanto à sua independência.

Dentro do Senado, já surgiram resistências importantes. Os senadores Thom Tillis (Carolina do Norte) e Murkowski (Alasca) declararam que, até o fim da investigação, não votarão a favor de qualquer nomeação. Tillis usou uma metáfora vívida: “Neste momento, mesmo que minha mãe se candidate a este cargo, não considerarei.”

A sua postura é crucial. Como membro do Comitê Bancário do Senado, ele tem capacidade de adiar a votação da nomeação, desde que conte com o apoio de democratas. Tillis sugeriu que candidatos considerados mais próximos de Trump enfrentarão perguntas mais rigorosas sobre sua independência.

Por outro lado, o diretor do Fed, Waller, que não tem laços estreitos com o presidente, pode tornar-se uma carta segura para acalmar as preocupações. O núcleo desta disputa continua a ser a chamada “dupla de Kevins”: Kevin Waugh, ex-diretor do Fed, e Kevin Hasset, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.

Hasset foi um forte concorrente ao cargo, mas sua relação próxima com o presidente pode agora ser uma fraqueza. Ele tentou defender a investigação, chamando-a de supervisão governamental legítima, mas essa postura foi rapidamente criticada. Alguns argumentam que defender ataques políticos não condiz com alguém que pretende liderar um banco central independente.

Waugh, por sua vez, não ocupa atualmente um cargo na Casa Branca e não precisa defender diariamente as ações controversas do governo na mídia. Alguns observadores acreditam que, com a intensificação da investigação, a posição de Hasset no Senado pode enfraquecer, dando uma vantagem relativa a Waugh.

Para o futuro, fontes próximas indicam que o favorito depende, em certa medida, das circunstâncias do dia. Trump, recentemente, sugeriu que preferiria que Hasset permanecesse no cargo, mas também elogiou a agilidade e a imagem de Waugh.

Há ainda uma consideração prática importante. O governo Trump sempre quis que Powell deixasse o Fed após o término do mandato. Embora o mandato de Powell como presidente termine em maio, ele continuará como diretor até 2028.

Analistas acreditam que, se Trump optar por nomear Waugh, um colega de Powell, este poderá renunciar voluntariamente ao cargo de diretor. Assim, Trump poderá preencher duas vagas na sua equipe de uma só vez neste ano.

Por outro lado, se a investigação evoluir para uma acusação criminal, a situação ficará ainda mais imprevisível. Kudlow, ex-diretor do Conselho Econômico Nacional durante o primeiro mandato de Trump, alertou que, sem o encerramento da investigação a Powell, o presidente não conseguirá confirmar seu candidato ao Fed.

A ex-presidente do Fed e ex-ministra das Finanças, Yellen, foi direta: “Trump complicou tudo. Ele disse que recusaria nomear qualquer pessoa que discordasse dele ou não seguisse sua orientação. Se começar por aí, isso já prejudica a credibilidade do candidato.”

O impacto deste episódio vai muito além da nomeação em si. Trata-se de uma disputa profunda sobre a independência do Fed e os limites do poder presidencial. Procuradores federais em Washington afirmam que a investigação visa determinar se Powell mentiu ao Congresso, enquanto Powell insiste que é uma desculpa para forçar uma redução de taxas.

Nesta disputa, qualquer que seja o nome final, carregará um peso político enorme. Para os mercados, essa incerteza representa o maior risco. A investigação, inicialmente destinada a pressionar, pode acabar por limitar Trump, colocando-o numa posição vulnerável.

Ele é forçado a ceder na escolha do sucessor, aceitando candidatos com menor independência, ou arrisca que a nomeação seja adiada indefinidamente pelo Congresso, especialmente em ano de eleições. Este impasse político gera uma incerteza que os mercados detestam, podendo aumentar a volatilidade e afetar a avaliação de ativos de risco como $BTC, $ETH e outros.


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