Todo trader de criptomoedas deseja ter uma bola de cristal para o mercado preditivo, mas na realidade não existe uma “adivinhação” de ativos digitais. Em vez disso, os traders dependem de indicadores técnicos, indicadores fundamentais e análise de dados históricos para avaliar o valor intrínseco de um ativo. Embora “fazer sua própria pesquisa” (DYOR) seja insubstituível, há alguns modelos principais na indústria que ajudam os traders a formar opiniões. Entre eles, o modelo stock-to-flow do Bitcoin tem recebido atenção significativa nas redes sociais de criptomoedas desde 2019. Independentemente de concordar ou questionar as hipóteses desse modelo, os traders frequentemente o consultam ao decidir comprar ou vender BTC. Atualmente, o preço do BTC oscila perto de $95.75K, enquanto esse modelo ainda orienta as estratégias de muitos investidores de longo prazo.
O que é o modelo Stock-to-Flow?
PlanB introduziu esse conceito pela primeira vez em um artigo no Medium em 2019. Simplificando, stock representa a quantidade total de ativos em circulação, e flow representa a taxa de produção esperada em um determinado período de tempo. Dividindo os dois, obtém-se a razão S2F — quanto maior esse número, mais escasso é o ativo em relação à oferta, e teoricamente, o preço deve subir.
A lógica central do PlanB é: já que o Bitcoin possui uma escassez semelhante à dos metais preciosos, por que não usar o mesmo método de avaliação para prever o potencial de preço do BTC? Essa ideia ressoou com muitas pessoas, pois é simples, fácil de entender e tem respaldo histórico.
Como os eventos de halving impulsionam o modelo S2F
O aspecto mais especial do Bitcoin é seu cronograma de inflação pré-definido. Aproximadamente a cada quatro anos, o Bitcoin passa por um evento de “halving” — a taxa de entrada de novos BTC no mercado é cortada pela metade. Essa previsibilidade faz com que o Bitcoin se torne naturalmente mais escasso ao longo do tempo, com o índice S2F aumentando continuamente. Segundo o modelo, o preço do BTC deve subir à medida que isso acontece.
Por causa dessa forte previsibilidade, o S2F tornou-se uma das ferramentas mais valiosas para investidores de longo prazo. Diferentemente de outros modelos que requerem ajustes constantes de hipóteses, o cronograma de halving do BTC é claro e direto, facilitando os cálculos.
Como interpretar o gráfico S2F?
Em plataformas como LookIntoBitcoin ou CoinGlass, os traders frequentemente visualizam gráficos S2F. A característica principal desses gráficos é: o preço real do BTC é exibido por uma linha colorida, enquanto o preço previsto pelo modelo S2F está acima. As cores variam do azul escuro e roxo (mais próximo do próximo halving) até o vermelho e laranja (mais distante do halving), permitindo que os traders identifiquem facilmente sua posição no ciclo de halving.
Na parte inferior do gráfico, geralmente há uma indicação de variação (variance), ou seja, o desvio entre o preço real e o preço previsto pelo S2F. Traders experientes observam se essas variações seguem algum padrão, para ajudar a prever o próximo movimento do BTC.
Por que esse modelo é tão popular?
O modelo S2F ganhou rápida popularidade na comunidade de criptomoedas por várias razões:
Fácil de entender: embora seja frequentemente criticado por simplificar demais, essa simplicidade faz dele uma ferramenta de análise acessível. Qualquer pessoa consegue entender a lógica básica de “escassez = valor mais alto”.
Baseado em fundamentos: diferente de teorias subjetivas, o modelo S2F foca nas características reais do Bitcoin — escassez, cronograma de halving, oferta fixa. São fatores objetivos e quantificáveis.
Bom histórico: embora as previsões de preço do S2F nem sempre sejam perfeitas, a variação do modelo raramente ultrapassa 1x. Mais importante, desde seu lançamento em 2019, a hipótese central de que “o Bitcoin sobe a longo prazo por causa da escassez” foi comprovada correta, fortalecendo sua credibilidade na comunidade.
Adequado para investidores de longo prazo: o modelo S2F é voltado para aqueles que acreditam no Bitcoin e planejam mantê-lo por um longo período. Ele fornece uma referência de faixa de preço de longo prazo, ajudando os investidores a identificar pontos de entrada mais atraentes.
As limitações do modelo não podem ser ignoradas
Por outro lado, nenhuma ferramenta de precificação de criptomoedas é perfeita. Os traders devem entender suas limitações antes de confiar no S2F para tomar decisões.
Simplifica demais um mercado complexo: o S2F considera apenas a oferta em circulação e a taxa de mineração, ignorando muitos outros fatores que influenciam o preço do BTC — sentimento de mercado, atualizações como SegWit, inovações como Lightning Network ou Ordinals. Essa simplicidade, embora seja uma vantagem, também significa que ele não consegue captar toda a complexidade do mercado.
Assume que o Bitcoin é “ouro digital”: embora essa classificação seja cada vez mais aceita, nem todos acreditam que o BTC valorize como os metais preciosos. Além disso, o modelo S2F só vê o Bitcoin como um ativo de commodities, ignorando seus outros usos como ferramenta de pagamento ponto a ponto ou reserva de valor.
Não consegue lidar com eventos de cisne negro: o modelo presume que o passado se repete, mas eventos imprevistos (cisnes negros) podem surgir a qualquer momento e alterar o mercado. O S2F depende de dados históricos e é impotente diante de eventos inéditos e súbitos.
Não é adequado para negociações de curto prazo: se você faz day trade ou swing trade, o S2F não oferece muitas informações. Sua força está na análise de tendências de longo prazo e do impacto do ciclo de halving, não na previsão de volatilidades diárias. Traders de curto prazo devem focar em indicadores técnicos e padrões de velas, não nesse modelo de longo prazo.
Como aplicar o Stock-to-Flow na prática?
Os traders geralmente usam o modelo S2F para revisar os padrões históricos de preço do BTC e prever movimentos antes e depois do halving. Mas, como esse framework se concentra apenas no calendário de emissão e na economia do token, ele não fornece uma visão completa do mercado.
A melhor prática é: usar o S2F como parte de uma análise integrada, combinando outros indicadores técnicos, dados fundamentais e análises on-chain. Padrões gráficos, notícias macroeconômicas, fluxo de fundos na cadeia — todas essas informações devem ser consideradas. O valor do S2F está em fornecer uma estrutura de referência de longo prazo, mas só é realmente útil quando combinado com outros sinais de mercado.
Confiar exclusivamente no S2F para fazer negociações não é aconselhável. Ele deve ser visto como uma ferramenta de um conjunto de análises, não como o único guia. À medida que o ecossistema do Bitcoin evolui e o mercado se torna mais maduro, os traders precisam de uma abordagem multidimensional para tomar decisões racionais.
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O Modelo Stock-to-Flow do PlanB: Por que os Traders de Bitcoin Não Podem Ignorá-lo
Todo trader de criptomoedas deseja ter uma bola de cristal para o mercado preditivo, mas na realidade não existe uma “adivinhação” de ativos digitais. Em vez disso, os traders dependem de indicadores técnicos, indicadores fundamentais e análise de dados históricos para avaliar o valor intrínseco de um ativo. Embora “fazer sua própria pesquisa” (DYOR) seja insubstituível, há alguns modelos principais na indústria que ajudam os traders a formar opiniões. Entre eles, o modelo stock-to-flow do Bitcoin tem recebido atenção significativa nas redes sociais de criptomoedas desde 2019. Independentemente de concordar ou questionar as hipóteses desse modelo, os traders frequentemente o consultam ao decidir comprar ou vender BTC. Atualmente, o preço do BTC oscila perto de $95.75K, enquanto esse modelo ainda orienta as estratégias de muitos investidores de longo prazo.
O que é o modelo Stock-to-Flow?
PlanB introduziu esse conceito pela primeira vez em um artigo no Medium em 2019. Simplificando, stock representa a quantidade total de ativos em circulação, e flow representa a taxa de produção esperada em um determinado período de tempo. Dividindo os dois, obtém-se a razão S2F — quanto maior esse número, mais escasso é o ativo em relação à oferta, e teoricamente, o preço deve subir.
A lógica central do PlanB é: já que o Bitcoin possui uma escassez semelhante à dos metais preciosos, por que não usar o mesmo método de avaliação para prever o potencial de preço do BTC? Essa ideia ressoou com muitas pessoas, pois é simples, fácil de entender e tem respaldo histórico.
Como os eventos de halving impulsionam o modelo S2F
O aspecto mais especial do Bitcoin é seu cronograma de inflação pré-definido. Aproximadamente a cada quatro anos, o Bitcoin passa por um evento de “halving” — a taxa de entrada de novos BTC no mercado é cortada pela metade. Essa previsibilidade faz com que o Bitcoin se torne naturalmente mais escasso ao longo do tempo, com o índice S2F aumentando continuamente. Segundo o modelo, o preço do BTC deve subir à medida que isso acontece.
Por causa dessa forte previsibilidade, o S2F tornou-se uma das ferramentas mais valiosas para investidores de longo prazo. Diferentemente de outros modelos que requerem ajustes constantes de hipóteses, o cronograma de halving do BTC é claro e direto, facilitando os cálculos.
Como interpretar o gráfico S2F?
Em plataformas como LookIntoBitcoin ou CoinGlass, os traders frequentemente visualizam gráficos S2F. A característica principal desses gráficos é: o preço real do BTC é exibido por uma linha colorida, enquanto o preço previsto pelo modelo S2F está acima. As cores variam do azul escuro e roxo (mais próximo do próximo halving) até o vermelho e laranja (mais distante do halving), permitindo que os traders identifiquem facilmente sua posição no ciclo de halving.
Na parte inferior do gráfico, geralmente há uma indicação de variação (variance), ou seja, o desvio entre o preço real e o preço previsto pelo S2F. Traders experientes observam se essas variações seguem algum padrão, para ajudar a prever o próximo movimento do BTC.
Por que esse modelo é tão popular?
O modelo S2F ganhou rápida popularidade na comunidade de criptomoedas por várias razões:
Fácil de entender: embora seja frequentemente criticado por simplificar demais, essa simplicidade faz dele uma ferramenta de análise acessível. Qualquer pessoa consegue entender a lógica básica de “escassez = valor mais alto”.
Baseado em fundamentos: diferente de teorias subjetivas, o modelo S2F foca nas características reais do Bitcoin — escassez, cronograma de halving, oferta fixa. São fatores objetivos e quantificáveis.
Bom histórico: embora as previsões de preço do S2F nem sempre sejam perfeitas, a variação do modelo raramente ultrapassa 1x. Mais importante, desde seu lançamento em 2019, a hipótese central de que “o Bitcoin sobe a longo prazo por causa da escassez” foi comprovada correta, fortalecendo sua credibilidade na comunidade.
Adequado para investidores de longo prazo: o modelo S2F é voltado para aqueles que acreditam no Bitcoin e planejam mantê-lo por um longo período. Ele fornece uma referência de faixa de preço de longo prazo, ajudando os investidores a identificar pontos de entrada mais atraentes.
As limitações do modelo não podem ser ignoradas
Por outro lado, nenhuma ferramenta de precificação de criptomoedas é perfeita. Os traders devem entender suas limitações antes de confiar no S2F para tomar decisões.
Simplifica demais um mercado complexo: o S2F considera apenas a oferta em circulação e a taxa de mineração, ignorando muitos outros fatores que influenciam o preço do BTC — sentimento de mercado, atualizações como SegWit, inovações como Lightning Network ou Ordinals. Essa simplicidade, embora seja uma vantagem, também significa que ele não consegue captar toda a complexidade do mercado.
Assume que o Bitcoin é “ouro digital”: embora essa classificação seja cada vez mais aceita, nem todos acreditam que o BTC valorize como os metais preciosos. Além disso, o modelo S2F só vê o Bitcoin como um ativo de commodities, ignorando seus outros usos como ferramenta de pagamento ponto a ponto ou reserva de valor.
Não consegue lidar com eventos de cisne negro: o modelo presume que o passado se repete, mas eventos imprevistos (cisnes negros) podem surgir a qualquer momento e alterar o mercado. O S2F depende de dados históricos e é impotente diante de eventos inéditos e súbitos.
Não é adequado para negociações de curto prazo: se você faz day trade ou swing trade, o S2F não oferece muitas informações. Sua força está na análise de tendências de longo prazo e do impacto do ciclo de halving, não na previsão de volatilidades diárias. Traders de curto prazo devem focar em indicadores técnicos e padrões de velas, não nesse modelo de longo prazo.
Como aplicar o Stock-to-Flow na prática?
Os traders geralmente usam o modelo S2F para revisar os padrões históricos de preço do BTC e prever movimentos antes e depois do halving. Mas, como esse framework se concentra apenas no calendário de emissão e na economia do token, ele não fornece uma visão completa do mercado.
A melhor prática é: usar o S2F como parte de uma análise integrada, combinando outros indicadores técnicos, dados fundamentais e análises on-chain. Padrões gráficos, notícias macroeconômicas, fluxo de fundos na cadeia — todas essas informações devem ser consideradas. O valor do S2F está em fornecer uma estrutura de referência de longo prazo, mas só é realmente útil quando combinado com outros sinais de mercado.
Confiar exclusivamente no S2F para fazer negociações não é aconselhável. Ele deve ser visto como uma ferramenta de um conjunto de análises, não como o único guia. À medida que o ecossistema do Bitcoin evolui e o mercado se torna mais maduro, os traders precisam de uma abordagem multidimensional para tomar decisões racionais.