Quando o Bitcoin foi lançado em 2009, permanecia sozinho como a única moeda digital descentralizada bem-sucedida do mundo. Hoje, esse monopólio foi fundamentalmente transformado. Embora o Bitcoin (BTC) continue a ser o peso pesado do mercado em volume de negociação e reconhecimento de marca, seu domínio encolheu drasticamente — de aproximadamente 95% do valor total do mercado de criptomoedas em 2017 para apenas 45% em 2023. Paralelamente, o ecossistema explodiu com criptomoedas alternativas, agora totalizando mais de 10.000 ativos digitais distintos.
Essa mudança reflete uma evolução crítica na forma como traders e desenvolvedores veem a tecnologia blockchain. À medida que a participação de mercado do Bitcoin enfraquecia, projetos inovadores introduziram novas funcionalidades e casos de uso que o design do Bitcoin não acomodava. Hoje, com o Bitcoin comandando 56,43% do mercado, a porção restante está dividida entre milhares de altcoins, cada uma competindo por atenção e adoção.
O que é uma Altcoin? Desmistificando o Básico
O termo “altcoin” — abreviação de “alternativa ao Bitcoin” — descreve qualquer criptomoeda que não seja BTC. Essa definição ampla abrange uma enorme variedade de projetos, desde stablecoins atreladas a ativos do mundo real até tokens de nicho que alimentam aplicações específicas.
O Bitcoin introduziu a tecnologia blockchain: uma rede descentralizada onde computadores (nós) verificam e registram transações em um livro-razão distribuído. As primeiras altcoins imitaram esse modelo de perto. A primeira altcoin registrada, Namecoin (NMC), surgiu em 2011, mas o Litecoin (LTC), lançado logo depois, ganhou muito mais tração. Os desenvolvedores do LTC modificaram o algoritmo do Bitcoin para alcançar confirmações de transação mais rápidas e taxas menores — posicionando-o como a “prata do Bitcoin” entre traders que buscavam uma opção de pagamento mais prática.
O verdadeiro ponto de virada ocorreu em 2015 com o Ethereum (ETH), cotado a $3.31K, com volume de 24 horas atingindo $525.60M. O Ethereum não apenas ajustou a fórmula do Bitcoin — ele expandiu fundamentalmente o que as blockchains poderiam fazer ao introduzir contratos inteligentes. Esses programas autoexecutáveis permitem que desenvolvedores construam aplicações complexas sobre a blockchain sem depender de intermediários. Essa inovação abriu uma categoria totalmente nova de altcoins e transformou o potencial do mercado.
Como Diferentes Altcoins Funcionam
Nem todas as altcoins seguem o mecanismo de consenso do Bitcoin. O Bitcoin usa Prova de Trabalho (PoW), onde os nós competem para resolver puzzles computacionais, validar transações e ganhar recompensas através da mineração de criptomoedas. Algumas altcoins — incluindo Litecoin e Dogecoin (DOGE), atualmente cotado a $0.14 — mantêm esse modelo.
No entanto, muitas altcoins modernas empregam Prova de Participação (PoS) em seu lugar. Sob PoS, os participantes bloqueiam seus tokens em contratos inteligentes para validar blocos e receber recompensas. O Ethereum fez a transição para PoS, assim como Polkadot (DOT) a $2.14 e Solana (SOL). Essa abordagem é mais eficiente em termos energéticos e permite uma maior velocidade de transação.
No núcleo, todas as altcoins servem ao mesmo propósito fundamental: possibilitar transações descentralizadas ponto a ponto via blockchain. Mas elas se dividem em duas categorias estruturais:
Moedas são construídas em seu próprio protocolo de blockchain — por exemplo, o Litecoin opera em sua própria rede independente. Tokens existem como “complementos” sobre blockchains existentes. Chainlink (LINK), cotado a $13.78, funciona na Ethereum e não em sua própria blockchain. Apesar da confusão de nomes, tokens ainda qualificam-se como altcoins porque representam alternativas ao Bitcoin.
O Panorama do Mercado de Altcoins
Acompanhar o número exato de altcoins é quase impossível — novos projetos surgem constantemente enquanto outros desaparecem na obscuridade. A maioria das estimativas coloca esse número acima de 10.000. Para traders que buscam uma visão geral do mercado, agregadores de preços fornecem rankings em tempo real por capitalização de mercado e volume de negociação, permitindo a comparação de milhares de projetos e seus indicadores de desempenho.
A dominância do Bitcoin — calculada como o valor total de mercado do Bitcoin dividido pelo valor total do mercado de criptomoedas, multiplicado por 100 — oferece outra perspectiva. Se o Bitcoin detém $550 bilhões enquanto o mercado total de criptoativos alcança $1 trilhão, a dominância do Bitcoin registra 55%. Atualmente, a dominância do Bitcoin está em 56,43%, uma queda substancial em relação ao pico de 2017. A participação de mercado restante é distribuída entre as altcoins.
Considerações de Risco no Comércio de Altcoins
Cada altcoin possui características distintas, equipes de desenvolvimento e níveis de transparência operacional. Projetos estabelecidos com históricos comprovados e comunicação aberta tendem a ser de menor risco, mas o mercado abriga fraudes substanciais. Pesquisas revelaram que 78% das ofertas iniciais de moedas (ICOs) durante o ciclo de alta de 2017 eram golpes — deixando investidores com participações sem valor.
Além de fraudes, as altcoins exibem maior volatilidade de preço do que o Bitcoin. Pesquisas acadêmicas encontraram que o desvio padrão do Bitcoin durante o ciclo de alta de 2021 foi 3,98, em comparação com Ethereum com 6,8 e Dogecoin com 7,4. Essa métrica mede a flutuação de preço em relação à tendência. Quanto maior o desvio, mais acentuadas e frequentes são as oscilações de preço. A liquidez também pode ser um problema — alguns mercados de altcoins carecem de volume de negociação suficiente, dificultando a saída de posições aos preços desejados. Mudanças regulatórias representam riscos adicionais, pois ações governamentais podem rapidamente diminuir as avaliações dos projetos.
Principais Categorias de Altcoins que Estão Remodelando as Finanças
O universo das altcoins abrange diversos casos de uso. Aqui estão as categorias mais relevantes:
Stablecoins mantêm valores fixos atrelados a ativos de reserva — geralmente moedas fiduciárias. USDT (Tether) e USDC (USD Coin), cotados a $1.00, funcionam como equivalentes ao USD. Essas moedas permitem que traders entrem ou saiam rapidamente de posições, minimizando a exposição à volatilidade.
Tokens Não Fungíveis (NFTs) vinculam endereços blockchain a arquivos digitais únicos — obras de arte, itens de jogos ou colecionáveis. Embora os NFTs existissem desde 2014, tornaram-se mainstream em 2021, quando celebridades apoiaram projetos de foto de perfil como CryptoPunks e Bored Ape Yacht Club.
Moedas de pagamento funcionam como o Bitcoin, mas otimizadas para transações do mundo real. Bitcoin Cash (BCH) a $599.93 e Dash (DASH) a $93.43 oferecem confirmações mais rápidas e taxas menores do que o BTC.
Moedas de privacidade obscurecem os dados das transações por meio de criptografia avançada, ao invés de registrar todas as transferências publicamente. ZCash (ZEC), cotada a $411.36, exemplifica essa categoria.
Tokens de troca desbloqueiam funcionalidades especiais em plataformas de negociação, emitidos por exchanges centralizadas e descentralizadas para seus usuários.
Meme coins surgiram do humor na internet — Dogecoin nasceu do famoso meme Shiba Inu e cresceu até se tornar um ativo entre os 50 maiores por valor de mercado.
Tokens de governança concedem direitos de voto sobre mudanças e atualizações do protocolo. Uniswap (UNI) a $5.33, Lido Finance (LDO) a $0.62 e Aave (AAVE) a $173.45 exemplificam esse modelo, permitindo que os detentores de tokens influenciem a direção do projeto.
Tokens de segurança representam propriedade fracionada em empresas reais, ETFs ou fundos imobiliários — devem cumprir padrões regulatórios e estar listados apenas em plataformas aprovadas.
Criptomoedas de Destaque no Mercado de Altcoins
O ranking de altcoins está em constante mudança, mas alguns projetos conquistaram destaque indiscutível:
Ethereum continua sendo a segunda maior criptomoeda desde sua estreia em 2015. Sua plataforma de contratos inteligentes revolucionou a forma como desenvolvedores constroem aplicações descentralizadas, tornando-se o padrão da indústria para inovação em blockchain.
Tether (USDT) domina o espaço das stablecoins. Lançada em 2014, tornou-se a stablecoin respaldada por USD mais negociada em múltiplas blockchains, incluindo Ethereum, Tron e Avalanche.
USD Coin (USDC) ocupa a segunda posição entre as stablecoins, operando na Ethereum, Solana e Avalanche. Emitida pela Circle, enfatiza transparência por meio de auditorias de reserva regulares por empresas terceirizadas de reputação.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Para além do Bitcoin: Compreender o ecossistema das Altcoins
A Ascensão das Criptomoedas Não-Bitcoin
Quando o Bitcoin foi lançado em 2009, permanecia sozinho como a única moeda digital descentralizada bem-sucedida do mundo. Hoje, esse monopólio foi fundamentalmente transformado. Embora o Bitcoin (BTC) continue a ser o peso pesado do mercado em volume de negociação e reconhecimento de marca, seu domínio encolheu drasticamente — de aproximadamente 95% do valor total do mercado de criptomoedas em 2017 para apenas 45% em 2023. Paralelamente, o ecossistema explodiu com criptomoedas alternativas, agora totalizando mais de 10.000 ativos digitais distintos.
Essa mudança reflete uma evolução crítica na forma como traders e desenvolvedores veem a tecnologia blockchain. À medida que a participação de mercado do Bitcoin enfraquecia, projetos inovadores introduziram novas funcionalidades e casos de uso que o design do Bitcoin não acomodava. Hoje, com o Bitcoin comandando 56,43% do mercado, a porção restante está dividida entre milhares de altcoins, cada uma competindo por atenção e adoção.
O que é uma Altcoin? Desmistificando o Básico
O termo “altcoin” — abreviação de “alternativa ao Bitcoin” — descreve qualquer criptomoeda que não seja BTC. Essa definição ampla abrange uma enorme variedade de projetos, desde stablecoins atreladas a ativos do mundo real até tokens de nicho que alimentam aplicações específicas.
O Bitcoin introduziu a tecnologia blockchain: uma rede descentralizada onde computadores (nós) verificam e registram transações em um livro-razão distribuído. As primeiras altcoins imitaram esse modelo de perto. A primeira altcoin registrada, Namecoin (NMC), surgiu em 2011, mas o Litecoin (LTC), lançado logo depois, ganhou muito mais tração. Os desenvolvedores do LTC modificaram o algoritmo do Bitcoin para alcançar confirmações de transação mais rápidas e taxas menores — posicionando-o como a “prata do Bitcoin” entre traders que buscavam uma opção de pagamento mais prática.
O verdadeiro ponto de virada ocorreu em 2015 com o Ethereum (ETH), cotado a $3.31K, com volume de 24 horas atingindo $525.60M. O Ethereum não apenas ajustou a fórmula do Bitcoin — ele expandiu fundamentalmente o que as blockchains poderiam fazer ao introduzir contratos inteligentes. Esses programas autoexecutáveis permitem que desenvolvedores construam aplicações complexas sobre a blockchain sem depender de intermediários. Essa inovação abriu uma categoria totalmente nova de altcoins e transformou o potencial do mercado.
Como Diferentes Altcoins Funcionam
Nem todas as altcoins seguem o mecanismo de consenso do Bitcoin. O Bitcoin usa Prova de Trabalho (PoW), onde os nós competem para resolver puzzles computacionais, validar transações e ganhar recompensas através da mineração de criptomoedas. Algumas altcoins — incluindo Litecoin e Dogecoin (DOGE), atualmente cotado a $0.14 — mantêm esse modelo.
No entanto, muitas altcoins modernas empregam Prova de Participação (PoS) em seu lugar. Sob PoS, os participantes bloqueiam seus tokens em contratos inteligentes para validar blocos e receber recompensas. O Ethereum fez a transição para PoS, assim como Polkadot (DOT) a $2.14 e Solana (SOL). Essa abordagem é mais eficiente em termos energéticos e permite uma maior velocidade de transação.
No núcleo, todas as altcoins servem ao mesmo propósito fundamental: possibilitar transações descentralizadas ponto a ponto via blockchain. Mas elas se dividem em duas categorias estruturais:
Moedas são construídas em seu próprio protocolo de blockchain — por exemplo, o Litecoin opera em sua própria rede independente. Tokens existem como “complementos” sobre blockchains existentes. Chainlink (LINK), cotado a $13.78, funciona na Ethereum e não em sua própria blockchain. Apesar da confusão de nomes, tokens ainda qualificam-se como altcoins porque representam alternativas ao Bitcoin.
O Panorama do Mercado de Altcoins
Acompanhar o número exato de altcoins é quase impossível — novos projetos surgem constantemente enquanto outros desaparecem na obscuridade. A maioria das estimativas coloca esse número acima de 10.000. Para traders que buscam uma visão geral do mercado, agregadores de preços fornecem rankings em tempo real por capitalização de mercado e volume de negociação, permitindo a comparação de milhares de projetos e seus indicadores de desempenho.
A dominância do Bitcoin — calculada como o valor total de mercado do Bitcoin dividido pelo valor total do mercado de criptomoedas, multiplicado por 100 — oferece outra perspectiva. Se o Bitcoin detém $550 bilhões enquanto o mercado total de criptoativos alcança $1 trilhão, a dominância do Bitcoin registra 55%. Atualmente, a dominância do Bitcoin está em 56,43%, uma queda substancial em relação ao pico de 2017. A participação de mercado restante é distribuída entre as altcoins.
Considerações de Risco no Comércio de Altcoins
Cada altcoin possui características distintas, equipes de desenvolvimento e níveis de transparência operacional. Projetos estabelecidos com históricos comprovados e comunicação aberta tendem a ser de menor risco, mas o mercado abriga fraudes substanciais. Pesquisas revelaram que 78% das ofertas iniciais de moedas (ICOs) durante o ciclo de alta de 2017 eram golpes — deixando investidores com participações sem valor.
Além de fraudes, as altcoins exibem maior volatilidade de preço do que o Bitcoin. Pesquisas acadêmicas encontraram que o desvio padrão do Bitcoin durante o ciclo de alta de 2021 foi 3,98, em comparação com Ethereum com 6,8 e Dogecoin com 7,4. Essa métrica mede a flutuação de preço em relação à tendência. Quanto maior o desvio, mais acentuadas e frequentes são as oscilações de preço. A liquidez também pode ser um problema — alguns mercados de altcoins carecem de volume de negociação suficiente, dificultando a saída de posições aos preços desejados. Mudanças regulatórias representam riscos adicionais, pois ações governamentais podem rapidamente diminuir as avaliações dos projetos.
Principais Categorias de Altcoins que Estão Remodelando as Finanças
O universo das altcoins abrange diversos casos de uso. Aqui estão as categorias mais relevantes:
Stablecoins mantêm valores fixos atrelados a ativos de reserva — geralmente moedas fiduciárias. USDT (Tether) e USDC (USD Coin), cotados a $1.00, funcionam como equivalentes ao USD. Essas moedas permitem que traders entrem ou saiam rapidamente de posições, minimizando a exposição à volatilidade.
Tokens Não Fungíveis (NFTs) vinculam endereços blockchain a arquivos digitais únicos — obras de arte, itens de jogos ou colecionáveis. Embora os NFTs existissem desde 2014, tornaram-se mainstream em 2021, quando celebridades apoiaram projetos de foto de perfil como CryptoPunks e Bored Ape Yacht Club.
Moedas de pagamento funcionam como o Bitcoin, mas otimizadas para transações do mundo real. Bitcoin Cash (BCH) a $599.93 e Dash (DASH) a $93.43 oferecem confirmações mais rápidas e taxas menores do que o BTC.
Moedas de privacidade obscurecem os dados das transações por meio de criptografia avançada, ao invés de registrar todas as transferências publicamente. ZCash (ZEC), cotada a $411.36, exemplifica essa categoria.
Tokens de troca desbloqueiam funcionalidades especiais em plataformas de negociação, emitidos por exchanges centralizadas e descentralizadas para seus usuários.
Meme coins surgiram do humor na internet — Dogecoin nasceu do famoso meme Shiba Inu e cresceu até se tornar um ativo entre os 50 maiores por valor de mercado.
Tokens de governança concedem direitos de voto sobre mudanças e atualizações do protocolo. Uniswap (UNI) a $5.33, Lido Finance (LDO) a $0.62 e Aave (AAVE) a $173.45 exemplificam esse modelo, permitindo que os detentores de tokens influenciem a direção do projeto.
Tokens de segurança representam propriedade fracionada em empresas reais, ETFs ou fundos imobiliários — devem cumprir padrões regulatórios e estar listados apenas em plataformas aprovadas.
Criptomoedas de Destaque no Mercado de Altcoins
O ranking de altcoins está em constante mudança, mas alguns projetos conquistaram destaque indiscutível:
Ethereum continua sendo a segunda maior criptomoeda desde sua estreia em 2015. Sua plataforma de contratos inteligentes revolucionou a forma como desenvolvedores constroem aplicações descentralizadas, tornando-se o padrão da indústria para inovação em blockchain.
Tether (USDT) domina o espaço das stablecoins. Lançada em 2014, tornou-se a stablecoin respaldada por USD mais negociada em múltiplas blockchains, incluindo Ethereum, Tron e Avalanche.
USD Coin (USDC) ocupa a segunda posição entre as stablecoins, operando na Ethereum, Solana e Avalanche. Emitida pela Circle, enfatiza transparência por meio de auditorias de reserva regulares por empresas terceirizadas de reputação.