Recentemente, nesta última metade de ano, há uma questão que se assemelha cada vez mais a uma cegueira negra que não podemos evitar — os títulos de dívida dos EUA.
Vamos começar pelos números. A proporção de títulos de dívida dos EUA em relação ao PIB americano já disparou para 120%, um nível que só tinha ocorrido na época da Segunda Guerra Mundial. Ainda mais preocupante, nos próximos 30 anos esse número continuará a subir, sem sinais de alívio.
**Por que este ano é especialmente perigoso?** Porque, em 2025, aconteceram quatro grandes eventos que transformaram o problema da dívida dos EUA de "assustador, mas ainda controlável" para "totalmente fora de controle":
Primeiro, as forças de reforma fora do sistema (D.O.G.E - Departamento de Eficiência Governamental) acabaram por esbarrar na resistência do sistema burocrático. As enormes cadeias de interesses políticos não são fáceis de quebrar. Segundo, a política de redução de impostos continua a drenar recursos, ampliando ainda mais o déficit fiscal. Terceiro, a polarização política se intensifica, sem uma força unificada para lidar com essa questão. Quarto, os bancos centrais globais estão em processo de desdolarização — 76% deles planejam aumentar a proporção de ouro em suas reservas, reduzindo suas posições em títulos de dívida dos EUA. Isso significa que a demanda por esses títulos está se desintegrando.
**Qual é a mudança mais crucial?** O "mecanismo de correção" do sistema morreu.
Em 2008 e 2020, os EUA fizeram empréstimos maciços para salvar a economia, e os políticos perceberam — ninguém realmente os puniu. Como não há consequências, por que deveriam se conter? Essa mentalidade virou consenso, fazendo com que qualquer restrição desaparecesse.
O que vem a seguir? A longo prazo, há três más notícias:
Primeiro, o rendimento dos títulos de longo prazo continuará a subir. Instituições e bancos centrais estão vendendo títulos dos EUA, o mercado não consegue fornecer oferta suficiente, e as taxas de juros só podem subir. Segundo, as expectativas de inflação serão reprecificadas. O governo tem um motivo claro — usar uma inflação alta para diluir a dívida, o que mudará completamente a percepção dos investidores sobre os preços futuros. Terceiro, na próxima crise, o governo ficará sem munição. A dívida já atingiu o teto, sem espaço fiscal para estímulos, e a crise será longa e dolorosa.
**E o que fazer?** Não é preciso fugir em pânico, mas a estrutura de ativos deve ser ajustada.
O ouro é a primeira escolha — a ferramenta de hedge mais direta. Bitcoin também vale a pena considerar. Se você puder suportar a volatilidade, ações de líderes em IA de alta qualidade são ainda mais interessantes, pois possuem barreiras tecnológicas reais e podem atravessar ciclos econômicos. O mais importante é buscar algo "antifrágil" — quanto mais caótico o sistema, mais valioso esse ativo se torna.
A lógica central é: a crise da dívida dos EUA não é mais uma questão de "se vai acontecer", mas de "como vai terminar". Com o colapso do sistema político, o controle da dívida tornou-se inevitável de falhar. O pior cenário pode exigir uma profunda reestruturação semelhante à grande estagflação dos anos 1970, forçando uma reforma verdadeira. Para o investidor comum, a saída é simples — preparar uma estratégia defensiva com antecedência, para sobreviver em tempos de altas taxas de juros e alta volatilidade.
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OnChainSleuth
· 8h atrás
120% da taxa do PIB realmente não aguenta mais, desta vez não há oportunidade de "depois a gente fala".
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NestedFox
· 8h atrás
O ouro e o Bitcoin já estavam em posição há algum tempo, o mais importante é que a questão dos títulos do Tesouro dos EUA realmente não tem mais solução, certo...
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DegenGambler
· 8h atrás
120% é realmente absurdo, não admira que agora esteja acumulando ouro e Bitcoin, afinal o dólar em papel vai desvalorizar cedo ou tarde
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SighingCashier
· 8h atrás
Espera aí, a história do D.O.G.E. bater na chapa, parece que já devia ter sido conhecida há muito tempo.
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AirdropLicker
· 9h atrás
Os títulos de dívida dos EUA já deviam ter explodido há muito tempo, só agora é que percebes? Acorda, o banco central está a vender ativos.
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120% é mesmo absurdo, quanto é que eles podem imprimir? Estou a ficar louco.
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Por isso é que o povo comum é só uma alface cortada, não há outra saída.
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O ouro e o Bitcoin vão decolar nesta onda, acho que é hora de entrar.
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Os políticos nem ligam, de qualquer forma há alguém a limpar-lhes a porcaria, que nojo.
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Espera aí, tu estás a dizer que ativos antifrágeis atravessam ciclos? Tens algum exemplo concreto?
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Não, como é que ainda se diz aí que "não há de quê entrar em pânico"? Está claro que vai dar merda.
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Líder em IA? Primeiro temos que sobreviver a esta fase de estagnação, não te deixes enterrar.
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O mecanismo de correção morreu, essa frase é genial, é só um jogo de uns a protegerem os outros.
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Mais uma vez, tenho que reequilibrar a carteira, que chatice.
Recentemente, nesta última metade de ano, há uma questão que se assemelha cada vez mais a uma cegueira negra que não podemos evitar — os títulos de dívida dos EUA.
Vamos começar pelos números. A proporção de títulos de dívida dos EUA em relação ao PIB americano já disparou para 120%, um nível que só tinha ocorrido na época da Segunda Guerra Mundial. Ainda mais preocupante, nos próximos 30 anos esse número continuará a subir, sem sinais de alívio.
**Por que este ano é especialmente perigoso?** Porque, em 2025, aconteceram quatro grandes eventos que transformaram o problema da dívida dos EUA de "assustador, mas ainda controlável" para "totalmente fora de controle":
Primeiro, as forças de reforma fora do sistema (D.O.G.E - Departamento de Eficiência Governamental) acabaram por esbarrar na resistência do sistema burocrático. As enormes cadeias de interesses políticos não são fáceis de quebrar. Segundo, a política de redução de impostos continua a drenar recursos, ampliando ainda mais o déficit fiscal. Terceiro, a polarização política se intensifica, sem uma força unificada para lidar com essa questão. Quarto, os bancos centrais globais estão em processo de desdolarização — 76% deles planejam aumentar a proporção de ouro em suas reservas, reduzindo suas posições em títulos de dívida dos EUA. Isso significa que a demanda por esses títulos está se desintegrando.
**Qual é a mudança mais crucial?** O "mecanismo de correção" do sistema morreu.
Em 2008 e 2020, os EUA fizeram empréstimos maciços para salvar a economia, e os políticos perceberam — ninguém realmente os puniu. Como não há consequências, por que deveriam se conter? Essa mentalidade virou consenso, fazendo com que qualquer restrição desaparecesse.
O que vem a seguir? A longo prazo, há três más notícias:
Primeiro, o rendimento dos títulos de longo prazo continuará a subir. Instituições e bancos centrais estão vendendo títulos dos EUA, o mercado não consegue fornecer oferta suficiente, e as taxas de juros só podem subir. Segundo, as expectativas de inflação serão reprecificadas. O governo tem um motivo claro — usar uma inflação alta para diluir a dívida, o que mudará completamente a percepção dos investidores sobre os preços futuros. Terceiro, na próxima crise, o governo ficará sem munição. A dívida já atingiu o teto, sem espaço fiscal para estímulos, e a crise será longa e dolorosa.
**E o que fazer?** Não é preciso fugir em pânico, mas a estrutura de ativos deve ser ajustada.
O ouro é a primeira escolha — a ferramenta de hedge mais direta. Bitcoin também vale a pena considerar. Se você puder suportar a volatilidade, ações de líderes em IA de alta qualidade são ainda mais interessantes, pois possuem barreiras tecnológicas reais e podem atravessar ciclos econômicos. O mais importante é buscar algo "antifrágil" — quanto mais caótico o sistema, mais valioso esse ativo se torna.
A lógica central é: a crise da dívida dos EUA não é mais uma questão de "se vai acontecer", mas de "como vai terminar". Com o colapso do sistema político, o controle da dívida tornou-se inevitável de falhar. O pior cenário pode exigir uma profunda reestruturação semelhante à grande estagflação dos anos 1970, forçando uma reforma verdadeira. Para o investidor comum, a saída é simples — preparar uma estratégia defensiva com antecedência, para sobreviver em tempos de altas taxas de juros e alta volatilidade.