- A ASIC alertou o público sobre o aumento no número de golpes cripto que usam anúncios em redes sociais e aplicativos de mensagens.
- Uma pesquisa descobriu que esses golpes miram principalmente a Geração Z.
A Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC) divulgou recentemente um comunicado alertando os consumidores sobre o uso crescente de plataformas de redes sociais e aplicativos de mensagens para golpes de cripto. O regulador revelou que a maioria dessas atividades fraudulentas mira a Geração Z.
Golpes de Cripto em Redes Sociais e Apps de Mensagens
De acordo com a ASIC, o número de golpistas usando redes sociais e aplicativos de mensagens está aumentando. A agência mencionou especificamente o WhatsApp como um local popular para suas operações.
Normalmente, os golpistas usam anúncios e publicações em redes sociais com segmentação para atrair possíveis vítimas. Depois, os responsáveis incentivam quem se envolve com os anúncios e publicações a interagir e se inscrever em uma plataforma de negociação que eles mesmos criaram.
ADVERTISEMENTA plataforma de negociação falsa costuma exibir lucros e negociações ativas para atrair vítimas. Na prática, porém, os dados ali são todos falsos.
As vítimas que investem na plataforma em questão inicialmente veem lucros nas próprias negociações, o que as incentiva a colocar mais dinheiro para elevar suas apostas, com a expectativa de retornos quase garantidos.
Como as plataformas não realizam negociações de verdade nem geram ganhos, o dinheiro investido pelos clientes vai direto para as contas bancárias dos golpistas. O pior é que os agentes mal-intencionados também cobram taxas de saque sempre que os usuários tentam retirar o capital e os ganhos, ampliando assim as perdas das vítimas.
ADVERTISEMENTAlém disso, a ASIC destacou que os agentes mal-intencionados usam os mesmos métodos em esquemas de pump-and-dump. Depois disso, eles até exigem taxas de recuperação, explorando pessoas que esperam conseguir recuperar os investimentos.
Esses golpes se parecem muito com o modus operandi da BG Wealth Sharing, que vitimou investidores nos EUA, Samoa e nas Filipinas.
Mirando a Geração Z
Ao citar uma pesquisa que conduziu com a Moneysmart, a ASIC indicou que 72% dos 1.127 integrantes da Geração Z que ela consultou disseram que estão recebendo anúncios em redes sociais sobre cripto. Cerca de 41% revelaram ter sido contatados diretamente por alguém incentivando-os a investir.
Enquanto isso, o mesmo estudo encontrou que 23% dos entrevistados tinham criptoativos, incluindo NFTs. Aproximadamente 66% deles demonstraram uma abordagem de curto prazo e especulativa ao gerenciar seus investimentos em cripto.
Chama atenção que 29% revelaram seguir as recomendações de negociação de curto prazo feitas por influenciadores de redes sociais.
Evitando Golpes de Cripto
A ASIC lembrou o público de interagir apenas com plataformas regulamentadas listadas no Register de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPR) do governo. Isso serve para garantir a legitimidade das operações de negociação em cripto e reduzir significativamente o risco de cair em transações fraudulentas.
ADVERTISEMENTAlém disso, o regulador alertou os investidores para não serem coagidos a investir nem a divulgar seus dados pessoais. Da mesma forma, recomendou que as pessoas façam a devida diligência e usem o bom senso antes de se envolver com qualquer tipo de investimento.
A ASIC pediu que as vítimas desses golpes registrem um relato junto às autoridades de aplicação da lei ou via a plataforma Scamwatch do governo.