
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC) anunciou em 4 de junho a revogação da política “No-Deny (sem negação)”, implementada desde 1998. Essa política antes exigia que os réus, ao firmarem acordos de execução com a CFTC, não negassem publicamente as alegações da autoridade reguladora. A CFTC afirmou em comunicado que essa política “pode criar a impressão equivocada de que o comitê tenta se proteger de críticas”, e por isso decidiu cancelá-la.
Nova estrutura de política após a revogação: limites oficiais da CFTC com confirmação
De acordo com o comunicado oficial da CFTC, após a revogação da política de sem negação, os seguintes itens continuam claramente aplicáveis: a CFTC não irá forçar a execução das cláusulas existentes de sem negação, mas em alguns acordos de execução a CFTC ainda pode exigir que os réus reconheçam fatos específicos ou responsabilidade legal. Selig destacou: “Nos últimos 30 anos, a menos que o réu se comprometa a não negar publicamente as acusações do comitê, o comitê recusa acordo. Estou feliz por estarmos revogando essa política de não negação, que está alinhada com as práticas de outras autoridades reguladoras do governo.”
Empresas de criptomoedas que foram punidas por violar regras da CFTC ou da SEC anteriormente haviam criticado publicamente que a exigência de não negação limitava seus direitos à liberdade de expressão.
Contexto da reforma regulatória: a CFTC revoga acordos da Gemini e ajusta ações de enforcement da era Biden
No contexto de reformas regulatórias impulsionadas pelo governo Trump, a CFTC e a SEC já retiraram ou ajustaram diversas ações de execução iniciadas contra o setor cripto durante o governo Biden. Na quinta-feira, a CFTC pediu ao tribunal a revogação de um acordo de US$ 5 milhões com a exchange de criptomoedas Gemini. Selig chamou esse caso de “uma ação de enforcement com fins políticos”. Tim Massad, que foi presidente da CFTC durante o governo Obama, disse na sexta-feira ao Cointelegraph que a decisão da CFTC de revogar um acordo já firmado é uma iniciativa “extremamente incomum”.
Perguntas frequentes
Após a revogação da política de não negação, quais mudanças substanciais existem nos acordos de execução da CFTC?
Conforme o comunicado oficial da CFTC, a mudança central após a revogação é: os réus não são mais obrigados a se comprometer a não negar publicamente as acusações ao firmarem acordos com a CFTC. A CFTC, ao mesmo tempo, confirmou que isso não significa que todos os casos de acordo fiquem isentos de reconhecimento de responsabilidade — a autoridade reguladora ainda mantém o poder de exigir que os réus reconheçam fatos ou responsabilidade legal em casos específicos.
Qual a diferença e semelhança entre a revogação da política de não negação da CFTC e as reformas da SEC em maio?
A CFTC afirmou explicitamente no comunicado oficial que a redação da revogação da política de não negação é semelhante à usada pela SEC quando revogou uma política parecida em maio de 2026. A direção das reformas de ambas as agências é a mesma: removeu a exigência obrigatória de que os réus se comprometam a não negar as acusações durante os acordos, mantendo ao mesmo tempo a flexibilidade para exigir reconhecimento de responsabilidade em casos específicos.
Que impactos específicos a política de não negação da CFTC tem para empresas de criptomoedas?
As empresas cripto que já foram punidas pela CFTC ou pela SEC criticavam que a política de não negação limitava o direito delas à liberdade de expressão em suas posições públicas — mesmo que a empresa não concorde com as acusações da autoridade reguladora, não consegue expressar publicamente discordância após o acordo. Após a revogação, os réus em princípio podem negar publicamente as alegações relacionadas no momento do acordo, mas se poderão ou não fazer isso depende das cláusulas específicas de acordo definidas pela CFTC em cada caso.